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segunda-feira, 2 de abril de 2012

A Grande Ilusão (1937) - Jean Renoir

cover La grande illusion
Avaliação (IMDB): star star star star star star star star star star 8.0/10
Título nacional: A Grande Ilusão
País: France, 114 minutos
Idiomas falados: Inglês, Alemão, Francês, Russo
Gênero(s) Drama, Guerra
Diretor: Jean Renoir
Elenco:Jean Gabin, Dita Parlo, Pierre Fresnay, Erich von Stroheim, Jean Dasté, Gaston Modot, Julien Carette, Georges Péclet, Werner Florian, Sylvain Itkine
Tipo de mídia: DVD
Legendas: Português
Sinopse: During 1st WW, two French officers are captured. Captain De Boeldieu is an aristocrat while Lieutenant Marechal was a mechanic in civilian life. They meet other prisoners from various backgrounds, as Rosenthal, son of wealthy Jewish bankers. They are separated from Rosenthal before managing to escape. A few months later, they meet again in a fortress commanded by the aristocrat Van Rauffenstein. De Boeldieu strikes up a friendship with him but Marechal and Rosenthal still want to escape...

A Grande Ilusão de Jean Renoir é um dos mais genuínos clássicos do cinema. É uma simples mensagem que numa guerra todos são vítimas, tornando-se um dos mais poderosos filmes antiguerra de todos os tempos. Três franceses (Jean Gabin, Marcel Dalio e Pierre Fresnay) estão num avião que cai em território inimigo. Presos são levados para uma prisão de segurança máxima dirigida por Von Rauffeenstein. Os alemães tratam os oficiais com dignidade, até o dia que são apanhados tentando escapar. A produção de Renoir prevê a tragédia da guerra e a eventual esperança no futuro. Banido da Alemanha e declarado por Josef Goebbels como "Inimigo número 1 cinematográfico"; ele acreditou que todas as cópias européias estavam destruídas; porém, um negativo completo foi descoberto em Munique em 1945. Esta cópia de alta qualidade foi feita de um master de telecine digital.
Fonte: Cine Belas Artes


domingo, 1 de abril de 2012

O Atalante (1934) - Jean Vigo

cover L'Atalante
Avaliação (IMDB): star star star star star star star star star star 7.9/10
Título original: L'Atalante
Título nacional: O Atalante
País: France, 89 minutos
Idiomas falados: Francês, Russo
Gênero(s) Drama, Romance
Ano:1934
Diretor: Jean Vigo
Elenco: Jean Dasté, Dita Parlo, Michel Simon, Gilles Margaritis, Louis Lefebvre, Maurice Gilles, Raphaël Diligent
Tipo de mídia: DVD
Legendas: Português
Sinopse: When Juliette marries Jean, she comes to live on his ship, on board of which are, besides the two of them, only a cabin boy and the strange old second mate Pere Jules. Soon bored by life on the river, she slips off to see the nightlife when they come to Paris. Angered by this, Jean sets off, leaving Juliette behind. Overcome by grief and longing for his wife, Jean falls into a depression and Pere Jules goes and tries to find Juliette.

Em O Atalante, ao mesmo tempo em que o realismo beira o documental (Truffaut costumava dizer que esse é o tipo de filme em que “pés fedem”), Vigo faz emergir um mundo repleto de símbolos e fantasias, de felizes coincidências e de estranhos milagres do dia-a-dia. Do olhar de Vigo surgem o real e o alegórico, o belo e o grotesco, que coexistem naturalmente, assentados sob uma série de imagens enigmáticas, descontínuas e líricas. Aqui, o banal dá lugar a uma pulsante teia de imaginações.
O cerne do filme é quase como um conto de fadas. Jean, dono da barcaça L’Atalante, casa-se com Juliette e os dois vão viver navegando pelos canais de Paris. Apesar de terem uma forte ligação erótica, o relacionamento limitado àquele pequeno espaço torna-se difícil para a moça que, seduzida por um vendedor ambulante, acaba fugindo para descobrir os prazeres da vida na cidade grande. Desesperado, Jean é prontamente socorrido por père Jules — seu imediato e uma espécie de fada-madrinha burlesca — que sai em busca de Juliette pelas ruas de Paris.

A partir de um argumento bastante comum, resta à imaginação de Vigo rejeitar o moralismo para não cair na pieguice tão recorrente a esse tipo de filme. Seu olhar fortemente marcado pelo surrealismo combina momentos de estranha graça, conferidos pelas súbitas mudanças de humor de Dita Parlo (como Juliette) e a presença marcante de Michel Simon (como père Jules), a situações contraditórias à realidade, como a família que acompanha o cortejo que mais parece uma marcha fúnebre, ou o ambiente um tanto sombrio para um casamento. Esse olhar é acentuado pela característica elíptica do roteiro, que apesar de não ser o foco principal do cineasta, ajuda a criar um ambiente aberto à imaginação. Em contrapartida, o filme abre espaço para uma das constantes preocupações de Vigo: um viés naturalista sobre a difícil situação econômica e social da década de 30, expressa na cena em que Juliette integra uma fila real de desempregados.
Fonte: Cine Belas Artes